quarta-feira, 16 de maio de 2007

déjà senti, parte II:

Às vezes eu me viro e agarro o seu cheiro, e não posso continuar, eu não posso continuar sem expressar esta terrível e horrorosa dor física agoniante da saudade que sinto por você. E eu não acredito que eu sinto isso por você ainda. E eu saio às seis da manhã e começo a minha busca por você. Se eu sonhei com alguma imagem de uma rua ou um bar ou uma estação eu vou lá. E eu espero por você. Vai se fuder. Vai se fuder Vai se fuder por me rejeitar por nunca estar lá, vai se foder por me fazer me sentir uma merda, vai se foder por me drenar o fodido amor e a vida, foda-se o meu pai por foder a minha vida pra sempre e foda-se a minha mãe por não tê-lo abandonado, mas acima de tudo, vai se fuder Deus por me fazer amar uma pessoa que não existe, VAI SE FUDER!!! Eu me recuso a lembrar de você novamente, me recuso terminantemente a continuar com esse círculo vicioso, brincando de esconde-esconde com a minha sanidade incessantemente!! E olho mais uma vez para a única foto que restou. Lembranças não podem ser apagadas como cigarros... mas são tão nocivas quanto.
Aversão a mim. Estou com nojo da minha própria pessoa. Toda vez que toca o telefone penso que é você... toda noite de insônia penso em te escrever uma carta definitiva, que não te dê alternativa, quem sabe perdoar o que puder ser perdoado e esquecer o que não tiver perdão... as coisas que protegemos, e as coisas que perdemos... existe somente uma pequena diferença entre elas.
Por que as pessoas que amamos sempre dão um jeito de sumir das nossas vidas, muitas vezes de um modo doloroso para nós?

Isso já aconteceu antes. E vai acontecer de novo. Resta saber o que foi aprendido da situação anterior que possa ser aproveitado para agora.

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