Dirigir aqui é praticamente uma arte marcial. Apesar de não ter tantos carros na rua (a população não chega a 800 mil), levando-se em consideração a largura das vias, é impressionante, ou até assustador, o que conseguem fazer no trânsito. Hiper normal ver carros amassados nas laterais, batidas leves, por conta de um sistema de tráfego peculiar. Aliás, táxi aqui também é algo curioso: qualquer carro é um táxi. Existem os pintados com faixas indicativas, e outras características de táxi, mas é possível, ao estender a mão para a rua, que qualquer carro pare, incluindo veículos oficiais, e o motorista combine um preço para o local desejado.
Já fui motivo de espanto para várias pessoas aqui, quando comentei sobre minha idade e falei que não sou casado. "Como assim?!? Por quê?!?!" Eu hein, bando de maluco (um pouco de etnocentrismo não mata).
(e espero que a anomalalia comente de novo, já que coloquei este título)
quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Das pessoas
O povo cazaque não é exatamente do tipo mais sociável. Não olham nos olhos, dificilmente o respondem quando são cumprimentados, e é mais raro ainda que tomem a iniciativa do cumprimento. As pessoas mais sociáveis não são daqui, mas de algum outro país que termina com "istão", Turcomenistão, principalmente, de onde, inclusive, é a secretária da Embaixada.
Mesmo no comércio ou em instituições oficiais esse tipo de coisa acontece, e não é só entre cazaques e gaijins. Entre eles também nota-se essa dificuldade, por assim dizer, de expressão emocional.
(Como se eu pudesse dizer muita coisa sobre isso, mas enfim...)
Não andei muito por aqui ainda, mas já percebi que é uma cidade até grande. Aqui existia uma outra cidade mais antiga, antes, e quando resolveram mudar a capital, destruíram a maioria das construções que tinham aqui e começaram a construir outras. Ainda é possível ver áreas com casas bem antigas, outras, várias, com detritos de obras de demolição, e canteiros de obras por todos os lados. A cidade ainda vai completar uma década de existência, ou seja, realmente peguei um lugar que relembra Brasília em seus primórdios, exceto pelo trânsito: isso é igual Brasília atualmente. Uma confusão de carros e pedestres, tirando o fato de que em vários lugares não tem semáforo, e os guardas destacados para direcionar o trânsito são regularmente vistos conversando em grupos embaixo de árvores ou sentados na beira da pista, fumando. Maravilha.
Aliás, claro, existem várias russas aqui! Ah, as russas... mas isso fica pra depois.
Mesmo no comércio ou em instituições oficiais esse tipo de coisa acontece, e não é só entre cazaques e gaijins. Entre eles também nota-se essa dificuldade, por assim dizer, de expressão emocional.
(Como se eu pudesse dizer muita coisa sobre isso, mas enfim...)
Não andei muito por aqui ainda, mas já percebi que é uma cidade até grande. Aqui existia uma outra cidade mais antiga, antes, e quando resolveram mudar a capital, destruíram a maioria das construções que tinham aqui e começaram a construir outras. Ainda é possível ver áreas com casas bem antigas, outras, várias, com detritos de obras de demolição, e canteiros de obras por todos os lados. A cidade ainda vai completar uma década de existência, ou seja, realmente peguei um lugar que relembra Brasília em seus primórdios, exceto pelo trânsito: isso é igual Brasília atualmente. Uma confusão de carros e pedestres, tirando o fato de que em vários lugares não tem semáforo, e os guardas destacados para direcionar o trânsito são regularmente vistos conversando em grupos embaixo de árvores ou sentados na beira da pista, fumando. Maravilha.
Aliás, claro, existem várias russas aqui! Ah, as russas... mas isso fica pra depois.
domingo, 4 de maio de 2008
Primeiro contato
Depois de um rápido vôo de Bsb para SP, e ter encontrado meu pai em Guarulhos, embarque para a Alemanha. Vôo noturno, decolagem sob chuva (o pouso também foi em IFR, o teto estava baixíssimo). Fui num 747 da Lufthansa, e fiquei em uma poltrona logo atrás da fileira que estava perto da saída de emergência, e essa fileira contava com apenas dois lugares. Tinha um prático espaço entre a parede da cabine e a poltrona da minha frente, logo, deu pra me esticar um tanto, com o adicional de ter o lugar ao meu lado vago.
Tirando uma leve e repentina queda de altura - o avião passou por uma zona de baixa pressão - o vôo foi bem tranquilo e agradável. Após peruar errado de um lado para outro no aeroporto em Frankfurt, descobri que o check-in seria direto no portão. Após esperar a tarde inteira, eis que finalmente tinha chegado a hora de ver como é a Air Astana. O aparelho era um 767, o serviço de bordo, excelente. Ou seja, nenhuma surpresa desagradável - tirando os dois cazaques que passaram o vôo praticamente todo jogando gamão do meu lado. Pousamos em Astana às 04h40 de domingo, horário local, 07h40 de sábado, horário de Bsb. 9 horas de fuso. Fui recebido muito bem aqui por uma funcionária da embaixada brasileira (vou ignorar a parte do controle de passaporte, altamente burocrática. 4 formulários para serem preenchidos e minuciosamente checados por 2 funcionários do controle), fiquei na casa dela durante o domingo, dormi muito, e depois fui encaminhado para o apartamento onde ficarei por um tempo.
Em suma: oi, pessoas, vivo estou, e bem!
Querido diário mode [off]. Aeroporto em Frankfurt: muita gente diferente, estereótipos; preconceitos e curiosidades passeando mal-disfarçadas para todo lado ("cáqui é uma cor horrível! Os alfas vestem roupas cinzentas. Eles trabalham muito mais do que nós porque são formidavelmente inteligentes. Francamente, estou contentíssimo por ser um Beta, porque não trabalho tanto. E, além disso, nós somos muito superiores aos gamas e aos deltas. Oh não, não quero interagir com deltas! E os ípsilons são ainda piores." Hipnopedia rules!)
Um chinês ajudando dois indianos em um aeroporto alemão a pegarem um vôo canadense para a Suíça. Parece enredo de piada.
A hóstia pode ser comparada à soma?
Das formas e fundos, a enganação sublimada.
Tirando uma leve e repentina queda de altura - o avião passou por uma zona de baixa pressão - o vôo foi bem tranquilo e agradável. Após peruar errado de um lado para outro no aeroporto em Frankfurt, descobri que o check-in seria direto no portão. Após esperar a tarde inteira, eis que finalmente tinha chegado a hora de ver como é a Air Astana. O aparelho era um 767, o serviço de bordo, excelente. Ou seja, nenhuma surpresa desagradável - tirando os dois cazaques que passaram o vôo praticamente todo jogando gamão do meu lado. Pousamos em Astana às 04h40 de domingo, horário local, 07h40 de sábado, horário de Bsb. 9 horas de fuso. Fui recebido muito bem aqui por uma funcionária da embaixada brasileira (vou ignorar a parte do controle de passaporte, altamente burocrática. 4 formulários para serem preenchidos e minuciosamente checados por 2 funcionários do controle), fiquei na casa dela durante o domingo, dormi muito, e depois fui encaminhado para o apartamento onde ficarei por um tempo.
Em suma: oi, pessoas, vivo estou, e bem!
Querido diário mode [off]. Aeroporto em Frankfurt: muita gente diferente, estereótipos; preconceitos e curiosidades passeando mal-disfarçadas para todo lado ("cáqui é uma cor horrível! Os alfas vestem roupas cinzentas. Eles trabalham muito mais do que nós porque são formidavelmente inteligentes. Francamente, estou contentíssimo por ser um Beta, porque não trabalho tanto. E, além disso, nós somos muito superiores aos gamas e aos deltas. Oh não, não quero interagir com deltas! E os ípsilons são ainda piores." Hipnopedia rules!)
Um chinês ajudando dois indianos em um aeroporto alemão a pegarem um vôo canadense para a Suíça. Parece enredo de piada.
A hóstia pode ser comparada à soma?
Das formas e fundos, a enganação sublimada.
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