terça-feira, 29 de maio de 2007

O MARTÍRIO
SÃO JORGE

São Jorge mostra que você está revelando uma coragem incrível, encarando as mudanças necessárias. Talvez seja assaltado por lampejos de aflição e angústia, mas certamente dará conta do recado.

São Jorge era muito fiel a Jesus e o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. E ele sempre negava. E Deus honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano.

Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus. Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.



pois é né...

Lógica brasileira

O Ministro da Agricultura japonês cometeu suicídio por ser flagrado em uma rede de favorecimentos; na China, um alto funcionário do Partido Comunista foi expulso deste Partido e condenado à morte, também por corrupção; na Alemanha, um executivo se matou quando descobriram que ele aceitou USD 80.000,00 de suborno. E por aí vai. Ao redor do mundo, a vergonha e a desonra realmente abalam o infrator, e o sistema também funciona para a auto-sanitização.

No Brasil, "o status se mede pela impunidade diante da Justiça e onde as normas de conduta, dos políticos em Brasília à polícia na rua, demonstram aos cidadãos que quem consegue sair ileso, pode continuar fazendo o mal". Os escrotos que roubam milhões são eleitos, e continuam fazendo a mesma coisa, com respaldo oficial. Não que deveriam ser mortos - pois seria uma saída muito fácil e cômoda para eles.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

caminhando contra o vento... (ou o tempo)

Paranoia
In which I think that I'm not confident
blood into my hands I can't deny
a buzz into my ears that makes me mad

But I don't look back

While I'm waiting to die
I don't look back
In a weird lullaby
I'll carry on

And the hope in my heart is dry

But I don't look back
and I cannot reply
I don't look back
while I'm waiting to lie
I'll carry on
While they want to decide for me

Once again

Living in their cage
They are killing me

Paranoia
In which I think I'm not that confident
a tiny hope that burns in my breath
a bitter smile delights me at the end


*When a dead man walks - Lacuna Coil*

Dica da semana: Resfenol com smirnoff ice black.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

déjà senti, parte II:

Às vezes eu me viro e agarro o seu cheiro, e não posso continuar, eu não posso continuar sem expressar esta terrível e horrorosa dor física agoniante da saudade que sinto por você. E eu não acredito que eu sinto isso por você ainda. E eu saio às seis da manhã e começo a minha busca por você. Se eu sonhei com alguma imagem de uma rua ou um bar ou uma estação eu vou lá. E eu espero por você. Vai se fuder. Vai se fuder Vai se fuder por me rejeitar por nunca estar lá, vai se foder por me fazer me sentir uma merda, vai se foder por me drenar o fodido amor e a vida, foda-se o meu pai por foder a minha vida pra sempre e foda-se a minha mãe por não tê-lo abandonado, mas acima de tudo, vai se fuder Deus por me fazer amar uma pessoa que não existe, VAI SE FUDER!!! Eu me recuso a lembrar de você novamente, me recuso terminantemente a continuar com esse círculo vicioso, brincando de esconde-esconde com a minha sanidade incessantemente!! E olho mais uma vez para a única foto que restou. Lembranças não podem ser apagadas como cigarros... mas são tão nocivas quanto.
Aversão a mim. Estou com nojo da minha própria pessoa. Toda vez que toca o telefone penso que é você... toda noite de insônia penso em te escrever uma carta definitiva, que não te dê alternativa, quem sabe perdoar o que puder ser perdoado e esquecer o que não tiver perdão... as coisas que protegemos, e as coisas que perdemos... existe somente uma pequena diferença entre elas.
Por que as pessoas que amamos sempre dão um jeito de sumir das nossas vidas, muitas vezes de um modo doloroso para nós?

Isso já aconteceu antes. E vai acontecer de novo. Resta saber o que foi aprendido da situação anterior que possa ser aproveitado para agora.

déjà senti:

Herança gélida.

Por que ainda lembro de você? Por que você insiste em permanecer na minha memória, um fantasma do passado, uma marca indelével? Estou aqui novamente naquele lugar tranqüilo...um lugar calmo. Tornaremos a nos encontrar onde não há trevas? Você foi embora antes mesmo de ter partido, mas, de alguma forma, permanece. A herança de um passado tão promissor, que tomou um rumo (não totalmente) inesperado. Nunca cheguei a te falar aquelas palavras. Não consigo dizer, e as palavras que guardei doem no meu peito. Novamente, a melodia de uma canção desconhecida. Crepúsculo iminente. A roleta-russa dos segundos é implacável... Sibilo a pergunta novamente, entre os dentes cerrados de ódio e decepção. Não me diga que é assim que tem que ser, que é melhor assim, você diz saber o que é melhor para mim, suas estimativas divergem da realidade.
O vento murmura alguma coisa. Você... ele me lembra você. Está aqui, sinto, ouço, mas quando tento tocá-lo, ele somente passa por mim. Imperturbável. Indecifrável. Vazio. Sinto as lágrimas que não conseguem emergir deste nada interior, um buraco negro que a tudo drena. Mas agora já não sei mais o motivo de ter voltado aqui. Este lugar, o aeroporto, a quadra onde você morava... sarcófagos de lembranças. Lugares que eu, inexplicavelmente insisto em visitar. Sei que não posso continuar revendo essas memórias como se fossem uma espécie de terço. Podem até dizer que eu parei no tempo, covarde demais para enfrentar a situação atual. Sim, estagnei em um lugar onde estava a vida quando esta ainda fazia algum sentido. Permaneço sozinho perante minha era de glória cristalizada. Estou imóvel por aquela voz psiquiátrica suave da razão que me diz que há uma realidade objetiva onde meu corpo e minha mente são um. Imóvel enquanto a sua voz se vai, os ecos dissipando-se como a brisa da madrugada, lentamente destituída de sua existência quando um novo dia amanhece. Novo? Outro? Diferente?