sexta-feira, 22 de junho de 2007

23

como diria.

amanhã é 23, são 8 dias para o fim do mês, há tanto tempo que não te vejo, queria teu beijo outra vez...

mude de apartamento, mude de vida, continue apática e anti-social.

mas ouça a música da colina silenciosa - e perceba o óbvio.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Música da colina silenciosa

"You're not here"

Blue sky to forever,
The green grass blows in the wind, dancing
It would be much better a sight with you, with me,
If you hadn't met me, I'd be fine on my own, baby,
I never felt so lonely, then you came along,

So now what should I do, I'm strung out, addicted to you,
My body it aches, now that you're gone,
My supply fell through,

You gladly gave me everything you had and more,
You craved my happiness,
When you make me feel joy it makes you smile,
But now I feel your stress,
Love was never meant to be such a crazy affair, no
And who has time for tears,
Never thought I'd sit around and cry for your love,
'till now.

---

You're not here, Silent Hill 3 OST. Estava
caçando essa música há eras. Bom jogo.

(you never forgive me, I never forget you)

Paranoid II

Finished with my woman 'cause she couldn't help me with
my mind
People think I'm insane because I am not frowning all
the time
All day long I think of things
but nothing seems to satisfy
Think I'll lose my mind
if I don't find something to pacify
Can you help me? Occupy my brain
Oh yeah
I need someone to show me the things in
life that I can't find
I can't see the things
that make true happiness,
I must be blind
Make a joke and I will sigh and you will laugh and I
will cry
Happiness I cannot feel and love to me is so unreal
And so as you hear these words telling you now of my
state
I tell you to enjoy life I wish
I could but it's too late

---

yeah, it's just too late now. Onde estão as cidades de
ontem, as quais eu conhecia as ruas e as pessoas,
especificamente uma, acessório de Papai Noel...
a joke, and I sigh.

(you're the ghost haunting through my mind)

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Rotina

Olhou o relógio com os olhos entreabertos não acreditou no que viu já é hora de levantar puta que pariu um dia a menos ou um dia a mais sei lá tanto faz os dias são iguais fica na cama por mais dois minutos que se estendem a dez levanta a contragosto vai ao banheiro evita o espelho e não olha para o rosto face desbotada e olhar opaco as marcas da decepção liga o chuveiro ainda se sentindo fraco desânimo diário apatia distimia olha para a água escorrendo entre os dedos imagina uma poça de sangue na palma da mão flerta com o suicídio novamente mas longe de ser um desespero demente infantil pedido desesperado de socorro e atenção ato covarde para se encerrar uma vida fútil acredita em volta para casa no caminho percorrido até então agonia tristeza remorso e decepção verdadeira companhia única a solidão acalanto em noites que o vento sussura a melodia de uma canção desconhecida atrasado outra vez põe roupa rapidamente apressa pega o ônibus olha mas não vê a paisagem relembra de outras pairagens locais pessoas e momentos épocas rotas caminhos e distâncias a roleta-russa dos segundos é implacável não teme o fim tampouco a Morte amiga distante lembra de frase criada ou copiada é paradoxal viver de lembranças e morrer de saudades cansado crítico cético toca o foda-se por pouco perde o ponto olha em volta vasos vazios em janelas voltadas para muros que separam a razão da realidade passa por vultos cinzas olha para frente tenta enxergar a imagem como em um espelho embaçado não culpe o espelho se não gosta do que vê mate o mensageiro local cheio de pompa e arrogância é contra essa soberba intolerância sorrisos falsos cínicos e dissimulados hipócritas nenhuma relação social real aluga-se por dez horas diárias pessoas que nunca se importaram de verdade ligam querendo saber onde está o que está fazendo raiva ódio ira fúria abstrai ignora agora retorno que não o incentiva assim como o trabalho que faz volta ao cativeiro não tem para onde ir mas não quer ficar deita um teto não familiar um estranho morando de favor situação surreal inconscientemente ainda guarda a esperança de se encontrar com alguém em um lugar onde não há trevas trégua se queres paz te prepara para a guerra wenn du den frieden willst bereite den krieg vor si vis pacem para bellum uma foto foi o que restou se esforça para desviar esse tipo de pensamento da mente em ruínas a sensação indescritível que tem única herança lembrança drena as lágrimas cristalizadas pelo tempo prende um suspiro o mosaico cacofônico de recordações fatos mentiras e silêncio uma moldura cinza tonalidade afetiva depressiva de base ouve a música que consola a alma abre os olhos somente para verificar que falta pouco para tudo se repetir.