projeção de uma realidade paralela
onde as paredes são feitas de carne pulsante
e é tudo degradado e corroído
onde você tem que lidar com o pior inimigo que existe
o interior da sua mente
seus medos e fobias te perseguindo por ruas cobertas de neblina densa
aquele som de lamentações e choro incessante
os sinos de uma igreja que não páram, não páram de tocar
por mais que tente se esconder
estará lá, latente e letal
a morte potencial
da mente inerte
um vazio, um hiato
onde antes havia a consciência
agora despida daquela decência hipócrita
exposta e abandonada, uiva por companhia
e é este som que te atormenta em noites infindáveis
as noites da alma
sob sua pele, mas fora das suas mãos
atrás dos seus olhos, tão perto e tão longe
eclipse apocalíptico demanda um sacrifício valioso
mas o que você entregará, se nada tem
em algum lugar, num cemitério, num hospital psiquiátrico
vagando entorpecida numa cadeira de rodas
ao som de sirenes e ventiladores
os odores já não incomodam tanto, dopada que está por formol
e cloridrato de fluoxetina
amanhã, e ontem, só que nunca mais, por hoje
naquelas ruas por onde vagam as agonias
e esta sensação de culpa que sufoca
(mentira e silêncio)
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
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