E eu que falei "nem pensar", agora me arrependo, roendo as unhas - frágeis testemunhas de um crime sem perdão... mas eu que falei sem pensar, coração na mão como o refrão de um bolero, fui sincero como não se pode ser. Um erro assim, tão vulgar, nos persegue a noite inteira e quando acaba a bebedeira ele consegue nos achar num bar com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro e uma cara embriagada no espelho do banheiro...
Se não nesta vida, só resta então esperar até a próxima, quando talvez você perdoe o que puder ser perdoado e esqueça o que não tiver perdão - meus erros e falhas, e mentiras travestidas de verdades, traiçoeiras falsidades que cobraram um tributo alto no fim.
Até hoje me surpreendo imaginando o "e se"...
quarta-feira, 25 de julho de 2007
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